Escola do Rei Pelé

 

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18/10/2007 12:00 | Ataque dos sonhos do Santos FC é homenageado no

O aniversário de 1 ano da Escola do Rei, em Santos, ganhou um presente especial nesta quinta-feira (dia 18). Quatro dos cinco astros que formaram o maior e melhor ataque do futebol mundial de todos os tempos estiveram reunidos, com destaque, claro, para Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé. Do lendário ataque, Mengálvio, Coutinho e Pepe também prestigiaram o encontro e apenas Dorval não chegou a tempo para o reencontro da mais famosa linha de frente da história, após 40 anos passados, desde que "assombravam" os times rivais.
Apesar de terem parado de jogar há quase 40 anos, os craques criaram um ambiente emocionante e uma multidão se espremeu para tentar pegar um autógrafo ou foto com os atacantes e a avenida Conselheiro Nébias, uma das mais importantes da Cidade, ficou parada, em função da quantidade de pessoas e jornalistas.
Mesmo sem a clássica formação, a festa foi total, comandada por Pelé, que transformou o seu sonho em realidade com a Escolinha, em parceria com o empresário Pepe Altstut. Centenas de crianças, dos 5 aos 14 anos, pais e fãs se aglomeraram para ver de perto o Rei, que cortou o bolo de um ano e fez questão de oferecer várias fatias a um grupo de alunos.
Depois, se "jogou" no meio da criançada e por fim, prestigiou o mural pintado pelo artista plástico Paulo Consentino, em homenagem ao ataque dos sonhos. A obra foi produzida no muro da escola e recebeu os autógrafos dos quatro jogadores presentes, em meio a dezenas de jornalistas. "Infelizmente o Dorval chegou atrasado, mas se Deus quiser a gente ainda, este ano, vai juntar a linha dos sonhos", comentou o Rei.
"Eu acho que esse ataque foi o precursor de tudo isso que a gente está vendo no Santos, de Diego, de Robinho, de Elano. Tudo começou com o garoto Pelé, garoto Pepe, que vieram da base do Santos Futebol Clube", acrescentou Pelé, também falando da seleção brasileira, aproveitando a goleada contra o Equador. "O que foi maravilhoso foi a torcida né? O apoio. Não tem de vaiar. Tem de esperar, ter paciência", relatou.
Segundo ele, a equipe ainda tem problemas de conjunto, mas se sobressai com os talentos individuais. "Eu acho que ainda a seleção não pegou o conjunto que tem de ter, mas individualmente foi maravilhoso", argumentou Pelé, que na próxima terça-feira (dia 23) completa 67 anos de idade. "Eu já ganhei o presente. A seleção brasileira dando o show que deu, o público, porque o que me deixou emocionado foi a torcida, com as crianças, aquela festa", elogiou.
Pelé também destacou as atuações de Robinho e Kaká e depois, voltando ao tema do encontro em Santos, lembrou os bons tempos. "É inesquecível. O que a gente está vendo hoje, de vez em quando, a gente via em todos os jogos com o ataque do Santos, que era o ataque do sonhos e já foi considerado pela Fifa e por todos como o maior que já apareceu", frisou o Rei.
Os números da época do quinteto mostram bem isso. Naquela época, o Santos faturou os principais títulos. Foram dois mundiais interclubes, em 62 e 63, o segundo numa virada emocionante contra o Milan, duas Libertadores, cinco taças do Brasil e os paulistas, que tinham média de gols sempre superior a 100. Em 58 foram 143 gols.
PEPE - Bem emocionado, Pepe brincou com o mural pintado na escola. "Pela colocação dos cinco, os quatro crioulos e mais eu, estou parecendo mais alto", disse. "Diferenciado sempre foi o Rei do futebol, o Pelé, mas os outros quatro realmente colaboraram muito para a história do Santos, para a conquista de títulos, de campeonatos. Enfim, para o Santos ter essa imensa torcida no Brasil e no Mundo", explicou.
Ainda em tom de brincadeira, Pepe lembrou que era o galã do quinteto fantástico. "Modéstia à parte, realmente, com os dois topes que eu tinha, eu era o mais bonito. Claro, eu tinha 27 anos, hoje tenho 72. Só tocaram os números, mas a gente continua feliz, com saúde e muito satisfeito com essas homenagens. A gente está tendo uma emoção diferente", contou o ex-ponta-esquerda, destacando o sucesso do time. "Além de ser um ataque e um time fantástico, tinha muito amor à camisa", relacionou.
Mengálvio também mostrou muita felicidade com a homenagem pública. "Um ataque desses marcou muito no futebol brasileiro e mundial. Estou realmente muito emocionado e feliz por estar junto aos meus colegas", afirmou. Já Coutinho foi mais enfático: "Esses caras era o diabo. Isso me arrepia", resumiu, olhando para a imagem dos cinco no mural. "É um prazer enorme reviver. Só de estarmos vivos já é um tremendo lucro. Há quase 40 anos que paramos e sempre essa movimentação. É Sinal que a gente fez algo de útil", brincou.
MURAL - O mural está exposto do lado externo da Escola do Rei e tem 70 metros quadrados. A idéia de homenagear o ataque dos sonhos partiu do próprio artista, que é filho Dr. Ítalo Consentino, médico bicampeão mundial pelo Santos, onde trabalhou de 60 a 74 (também presente ao evento). "Para mim é motivo de extrema alegria esse encontro ter partido de idéia minha. Estou extremamente emocionado. Vi o Pelé jogar e as glórias todas sempre foram discutidas lá em casa. O meu pai ficou 14 anos como médico do Santos", falou o artista.
Outros craques, como Clodoaldo e Mané Maria também estavam na festa. O empresário Pepe Altstut, parceiro de Pelé no empreendimento, retratou bem a energia do momento. "O Pelé é eterno. Onde ele estiver será sempre um grande acontecimento e que ele sirva de exemplo para todos, com a sua humildade", comentou o empresário, acompanhado de seu filho, Denys, presidente do Litoral FC, time criado por Pelé e que também faz parte da parceria com Altstut.
"Aqui na nossa escolinha estamos formando craques e também cidadãos", anunciou Pepe Altstut, também proprietário da Memorial, que incentiva o esporte na região, com o patrocínio de corredores, ciclistas, boxeadores, entre outros esportistas.
A Escola do Rei, que tem como presidente Denys Altstuti, atende hoje cerca de 400 alunos, dos 5 aos 14 anos de idade, e tem como técnicos João Paulo (ex-zagueiro do Palmeiras) e Neneca e o preparador físico Fabrício. Fica na Avenida Conselheiro Nébias, 627.

Fonte: ATRIBUNA